Oi meninas, tudo bem?
Hoje eu vim desabafar novamente, contar uma historinha do que rolou nesse natal.

Quando a gente começa a namorar, as coisas ficam meio complicadas nessa época do ano, né? Queremos passar com a pessoa, mas a pessoa quer passar com a família, aí as vezes você também quer passar com sua família.. fica aquela bagunça. Esse ano eu e o Alisson resolvemos intercalar rsrs. Passei a virada do dia 24 pro dia 25 com a família dele e no dia 25 passamos com a minha família.

No dia 24 foi uma festa que só! A família do Alisson é gigantesca e tinha muita gente reunida! Foi uma delícia! Me senti super em casa e bem acolhida, sabe? Estamos a dois anos juntos, já conhecia todo mundo, mas foi o primeiro Natal que passei com eles.

A vergonha bateu, mas logo passou porque a galera é tão animada que não tem como não se contagiar.

Até aí, tudo bem. Não tem nada de tenso, né? O problema foi no dia 25.

Estávamos nós lá na casa da minha vó, um sítio, onde ela e a família dela moram a mais de 30 anos. Todo mundo conhece todo mundo, afinal, os vizinhos são a grande maioria parentes também. Tirando que em cidade pequena todo mundo sempre se conhece haha.

Enfim, chegamos para o almoço de Natal era cerca de uma hora da tarde. Estacionamos a moto na garagem da minha vó, ao lado do carro do meu pai, na parte de cima da casa (é tipo um sobrado lá), e descemos. O portão sempre ficou aberto porque todos os vizinhos são conhecidos e da família, as crianças ficam indo e vindo, então nunca nos preocupamos com isso. Estava toda a galera lá, as crianças, tinha muuuuuita comida boa, o clima estava maravilhoso. Nos divertimos horrores, demos muita risada, foi uma reunião de família tão gostosa, leve, calma.

Mas vamos ser sinceros, quem mais aqui quando termina de comer um monte não quer cair na cama e dormir? Hahahaha. É a primeira coisa que eu penso quando sinto aquele peso da comida, no quanto um cochilo ia ser bom na hora.

Como eu e o Alisson já tínhamos comido, algumas pessoas haviam ido embora e o sono estava batendo.. decidimos ir para casa. Nos despedimos de todos, ganhei de surpresa uma pulseirinha maravilhosa da minha vó, e fomos em direção a garagem.

Gente, imaginem nosso susto ao perceber que a moto não estava lá?? É surreal tentar explicar o sentimento que eu tive. Achei que estava sonhando, que sei lá, não tinha acordado ainda e estava tendo um sonho muito realista e tal. Não parecia ser verdade. O Alisson até achou que alguém estava brincando com ele.

A chave esteve com a gente lá embaixo o tempo todo. A moto estava travada, e era super pesada!

Algum bostinha vagabundo (perdão a palavra mas melhor isso que outra coisa) ENTROU na nossa casa, simplesmente ARRASTOU a moto e levou embora. Enquanto todo mundo estava ali, a alguns metros de distância, se divertindo. Ficaram as marcas da moto no asfalto da casa. Pensem na nossa raiva!

Foi um misto de sentimentos pra mim. Não queria acreditar, não sabia o que fazer, senti ódio, raiva, culpa, tristeza, alívio por ter sido num momento em que não estávamos presente..

Imagino o que o Alisson sentiu, já que a moto era dele.

Enfim, fizemos tudo o que podíamos: boletim de ocorrência, publicamos em todos os lugares possíveis o que havia rolado, colocamos a placa para que se alguém visse pudesse reconhecer e entrar em contato conosco.. mas até o momento nada.

Enquanto isso a gente tá aqui, sem dinheiro para comprar uma nova, com nossos planos todos parados e sem previsão para continuar, desanimados com o acontecimento, pedindo por justiça.

Foi um Natal complicado. Provavelmente um dos mais tensos que já tive. Já passei por coisas em dias próximos a data, mas nunca no dia, sabe?

É um baita balde de água fria afinal um minuto você está tendo um momento maravilhoso e no outro..

Mas as coisas se resolvem, né? Uma hora tudo se resolve. O negocio é seguir em frente e tentar aproveitar o resto do ano.

E vocês, tem alguma história natalina para me contar?

Beijos!

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